Ele se foi, quebrou, estilhaçou, entortou as estruturas. E nem foi o amor: foram meus óculos de sol preferidos. Eu vi as rodas impiedosas passando por cima deles. Não há mais nada, não deu em nada. Quem vai trazê-lo de volta? Eu tenho outros, sim. Mais caros, sim. Mas era aquele, aquele era o meu preferido.
É fútil, é dispensável, é supérfluo. Não importa, eles não voltarão mais. Ainda posso ouvir suas lentes se estilhaçando em cacos na estrada. Acabou. Era um modelo aviador. Mas era só meu. Ele se foi, se quebrou e não há mais nada que possa ser feito.