
Assim como no filme, a era da seleção não-natural começou. A obra cinematográfica homônima "profetizou", há mais de 10 anos, que a humanidade tenderia a se dividir entre os geneticamente perfeitos e os seres comuns. Lentamente, o ser humano tem adotado uma postura cada vez mais próxima desse ideal, seja por intermédio da estética maquiada, da transformação do corpo (por meio de cirurgias, botox, etc) ou ainda, de forma drástica, a intervenção genética.
Sabe-se que a biotecnologia é capaz de "fazer", em breve, humanos pré-frabricados, evitar algumas doenças e problemas congênitos e inocular 'virtudes', propensões como para as artes, as habilidades motoras, enfim, criar um super-homem. Em recente reportagem, pôde-ser ler que a ciência infere que a sexualidade é determinante cerebral e que, portanto, pode ser manipulada geneticamente algum dia. Em outras palavras: os pais poderiam optar por modificar a cabecinha de seus rebentos caso uma homossexualidade fosse detectada.
É preciso ter medo. Já dizia a reportagem que a humanidade desde há muito busca uma fórmula para o ser humano perfeito e, quase sempre, esta se transforma em tragédia (vide o exemplo do arianismo nazista). Como no filme, talvez seja preciso alcançar o espaço para aprendermos que nossa intervenção não fará diferença alguma no final de tudo.