
Tive o privilégio de conhecer o mundo da informática desde cedo. Garotinho pretensamente visionário, fiz o curso de datilografia (lembra?) "sabendo" que utilizaria meus dotes manuais para o computador (meu certificado reza 10, acredite). O primeiro contato com um computador foi com um ancestral CP-500 (foto), em fins da década de 1980, do escritório do pai de um amigo (sim, ele poderia ser considerado 'rico' para a cidade do interior). Era daqueles com monitor embutido, com funções em DOS, com a "fantástica" capacidade de mais ou menos 1Mb em disco rígido (mais os 500 e poucos Kb em discos flexíveis beeem grandes). No ginásio (lembra?) eu já entregava meus primeiros trabalhos digitados e impressos (em impressora matricial... essa ainda existe aqui e ali). No início dos 90, meu irmão comprou um "fabuloso" HotBit, da Gradiente, que era acoplado à TV, como um videogame (tinha, inclusive, porta para cartucho). A partir daí não larguei mais do computador, esse ingrato.
Durante o período de alguns anos iniciais dos 90, fiquei sem acesso regular à informática por uma questão de falta de recursos, mesmo. De 1996 em diante, entretanto, o Windows já faz parte substancial da minha vida.
Não nasci há dez mil anos atrás, mas vi as primeiras edições do Word, os primeiros Photoshop (aqueles que só tinham um Ctrl+Z, um sofrimento!) - até então, meu fiel escudeiro para textos era o saudoso Qbasic, do DOS.
O porquê deste texto? Não sei exatamente. Talvez uma estranha forma de saudosismo digital, uma homenagem aos tempos de datilografia. Um alento para o tempo que passa... No meio de uma guerra da tecnologia para saber qual o próximo processador mais poderoso, conseguir imprimir um simples texto (pesquisado na Barsa, ainda não havia nem cheiro de Internet por aqui) "naquela época" era uma verdadeira vitória. Logoff. Seu Windows já pode ser desligado com segurança.